MEU FUNERAL

 

Um dia me deitarei num caixão

E pessoas queridas lamentarão a minha sorte,

Em fila o féretro seguirão

E de mim se despedirão

Supondo que fui vítima da morte.

 

Mas se você já leu os meus versos

E sentiu um pulsar na sua alma,

Se lembre que sempre foi o Universo

O principal tema dos meus poemas diversos,

Portanto ao invés de lágrimas me ofereça palmas.

 

Peço que recite uma das minhas poesias

Cujo tema seja a eternidade

E que nesse momento se cultive a alegria,

Pois enquanto você pensa que extinguiu-se a minha energia

Estarei além do véu transbordando de felicidade.

 

Então atente para o meu recado

E se lembre ao despedir-se de mim no cemitério,

Se alguém perguntar: — É morto o Eduardo?

Diga-lhe que por eu ter sido um bardo

Apenas desvendei os vastos mistérios.

 

Eduardo de Paula Barreto