MEU ALIMENTO

 

Nem precisa dizer nada

O seu olhar já me seduz,

Minha alma adora ser escravizada,

Não importa se na escuridão ou na luz.

 

Tão linda que me mantém sofrendo

Como aquele que padece no deserto,

Me perco em você por fora e por dentro

Em suas dunas me mantenho imerso.

 

Tal qual oásis sacia a minha sede

E com os braços me ampara

Os transformando em rede

Na qual docemente me embala.

 

Me recuso a dormir,

Seus beijos me tiram o sono

E ao lhe possuir

Você é a água que bebo e o pão que como.

 

Eduardo de Paula Barreto