MERAS TRADIÇÕES
Quem disse que eu tenho que entender?
Por que tenho que participar?
Me foi dado o direito de escolher,
Portanto deixe o Universo me ensinar.
Minha cabeça não é roupa que se possa lavar
E minha língua não tem trava que não deixa falar.
Por isso eu grito, berro e canto, exponho o meu pensamento,
Não me importo nem um pouco com o seu julgamento.
Não quero adotar as tradições
Simplesmente porque me impuseram.
Vou criar minhas próprias convenções
Sem seguir aquilo tudo que disseram.
Não me curvo perante o barro
Nem beijo a mão do pastor,
Não permito que me ameacem
Com o enxofre e o calor.
Não adoto aqueles livros
Que não vi escrever,
Pois seus tolos rituais
Não vão me fazer crescer.
Sigo o caminho com o meu próprio pensamento
Sabendo que sou parte deste grande Firmamento.
Penso, reflito, escolho o meu trajeto,
Deito tranqüilo, pois sei que não sou um mero objeto.