MEL SILVESTRE -
30/04/2008
Se da seda faço vestido
E das frutas refeição
O meu viver ganha sentido
Se eu ajo como amigo
Estendendo a minha mão.
Que minha voz seja canção
E meu toque uma carícia
Que seja pura a minha visão
E que cada premeditada ação
Seja desprovida de malícias.
Que eu produza felicidade
No coração das almas
sofridas
Mesmo em meio às
adversidades
Quando minha pele toda arde
Em purulentas feridas.
Só é digno do mel silvestre
Aquele que cuida das abelhas
E só é digno da lã que veste
Aquele que não se esquece
De cuidar bem das ovelhas.
Eduardo
de Paula Barreto