ME ESQUECI

 

Não me lembro do passado

Que precede o meu nascimento

Nem do que teria experimentado

No ventre materno por tanto tempo.

 

Não me lembro da minha primeira infância,

Sou vítima de esquecimento,

Sou um eu separado pela distância

Imposta pelo meu pensamento.

 

Tudo o que vivi

Um dia será lembrado,

Embora pense que me esqueci,

Está tudo muito bem guardado.

 

Quando o véu se romper

E a eternidade me for apresentada

Verei que nada se fez perder,

Pois minha mente foi apenas preservada.

 

Eduardo de Paula Barreto