MATA

 

Nos confins da mata verde

Onde não habita o homem,

Não se morre de sede

Nem se morre de fome.

 

Não há paisagista para o campo

Nem engenheiro para os morros,

Não há seres considerados santos

Nem há pedidos de socorro.

 

Mas onde o homem põe os pés

E passa o seu facão,

Acontece um revés,

Surge a destruição.

 

Aí então de fome e sede se morre,

Os paisagistas não mantêm a vegetação,

Os engenheiros não seguram a terra que corre,

Os santos não impedem a inundação.

 

Socorro!

 

Eduardo de Paula Barreto