MARIA
Maria você é poço de crueldade,
Faz esvair-se a minha força,
É mulher na madura idade,
Mas na ingenuidade não é mais que moça.
Sutil como uma serpente
E letal como o seu veneno,
Faz com que de homem experiente
Eu me reduza a um menino pequeno.
Não sou senhor dos meus desejos
Nem traço os meus próprios planos,
Me calo frente aos seus beijos,
Relevo os seus enganos.
Embora o sofrimento me acompanhe
Consumindo as minhas energias,
É com o meu suor que quero que se banhe
E que com minha realidade crie suas fantasias.
Eduardo de Paula Barreto