MARÉ DE LÁGRIMAS

 

Conte quantas são

As persistentes marés

Use os dedos das mãos

Bem como os dedos dos pés.

 

Caminhe em qualquer direção

Vá até aonde der

Ande reto com determinação

Mas nunca vá de marcha à ré.

 

Ande prestando muita atenção

Nas marcas que cada pé deixar

Não pegue nada que encontrar no chão

Pois são preciosidades do mar.

 

Atenda ao convite das águas

Se deixe envolver por elas até

Que sejam lavadas suas mágoas

Misturando suas lágrimas às marés.

 

Eduardo de Paula Barreto