MARCAS NO CHÃO
Na medida em que caminhava
Percebia o seu engano,
Toda vez que para trás olhava
Via o passar de longos anos.
Nessa estrada não havia
Possibilidade de retrocesso,
Ao caminhante só se permitia
Olhar para avaliar o seu progresso.
As valas nas quais caiu,
As pedras que encontrou,
As vezes em que se desiludiu,
Quando exerceu o ódio ou o amor.
As marcas gravadas no chão
Não ficaram lá somente,
Além de estarem em seu coração
Habitam também a sua mente.
Eduardo de Paula Barreto