MAQUINISTA
Talvez em tenha sido cruel
Até pronunciado horrores
Talvez eu tenha lhe oferecido fel
Quando deveria oferecer um anel
E um lindo buquê de flores.
Talvez eu tenha sido egoísta
Quando a deixei na estação sozinha
Talvez eu devesse ter gritado: Maquinista
Pare esta máquina e me permita
Voltar aos braços da mulher que é minha.
Talvez eu tenha sido covarde
Por não ter procurado você
Agora o meu coração faz alarde
E tão intensamente arde
Morrendo de saudade de você.
Talvez seja tarde demais
Para corrigir o que fiz de errado
Minha atitude de tempos atrás
Transformou em dores atuais
O que foi um grande amor no passado.
EDUARDO DE PAULA BARRETO