MÃOS VAZIAS 
 
Sempre pareceu-me importante
Olhar aos lados e adiante
Para ter uma jornada segura
Colhendo frutos e lançando sementes
Para que os meus descendentes
Caminhem em meio à fartura.
 
A estrada da nossa vida
Tem percurso só de ida
Não há como regressar
Mas é durante a caminhada
Que definimos como tal estrada
Para os que vierem estará.
 
Ora só, ora acompanhado
Braços soltos ou braços dados
Assim sigo em minha jornada
E no final da minha peregrinação
Terei a mente rica e nas mãos
Não terei absolutamente nada.
 
Eduardo de Paula Barreto
22/11/2009