MÃOS DE JOÃO
14/02/2008

 
Já era noite escura
Quando João
Viu uma figura
De baixa estatura
Batendo em seu portão.
 
- Seu João, sei que não me conhece
Mas ouvi que é um curador
Tenho um filho que agora padece
De um mal que não desaparece
E nenhum médico ameniza a sua dor.
 
Já o levei para outras cidades
Procurando os melhores médicos
Mas ninguém tem a capacidade
De diagnosticar a sua enfermidade
Ou sugerir algum remédio.
 
Então João o acompanhou
Mesmo sem o conhecer
E o homem o levou
Até a sua casa onde ele encontrou
Um menino sem forças para viver.
 
Analisando a aura do garoto
João pôde perceber
Que o mal não estava no corpo
E que todo aquele desconforto
Estava no corpo que não se pode ver.
 
Percebeu que a doença que ele tinha
Originava-se na sua essência
E canalizando puras energias
Afastou o mal que o envolvia
E o menino recobrou a consciência.
 
Olhando para o desconhecido
Que o fez retornar
Disse que quando ainda adormecido
Viu o seu corpo enfraquecido
Sem forças para o abrigar.
 
Que quando as mãos espirituais
De João tocaram a sua aura
Ele ouviu sagrados corais
Formados por seres celestiais
Que curaram a sua alma.
 
A cura refletiu-se no corpo físico
O qual voltou a ser abrigo
Para o recém-curado espírito
E o menino tornou-se discípulo
Do seu mais novo amigo.
 
O tempo passou rapidamente
E João concluiu a sua experiência mortal
E ao ser recebido no Céu alegremente
Foi designado imediatamente
Como maestro de um novo coral.
 
Eduardo de Paula Barreto