MÃOS DE FADA
Tal qual gravetos
Que formam o ninho
São os seus braços cujo aperto
Me conforta de um jeito
Que me deixa molinho, molinho.
E quanto mais molinho fico
Maior é a minha submissão,
Me jogo em seu colo e me estico,
Bocejo e espreguiço
Ao som das batidas do seu coração.
O bem-estar é tão gigantesco
Que eu gostaria que fosse eterno
Porque o seu colo me lembra um berço
No qual me aqueço
Como se fosse o ventre materno.
Me sinto privilegiado
Por ter aquilo que todo homem quer,
Sou extremamente mimado
E totalmente abençoado
Com as mãos de fada da minha mulher.
Eduardo de Paula Barreto