MÃOS DE POETA
Poeta, de onde vem a sua inspiração?
Ela não vem de nenhum lugar,
Mas habita a íntima visão
Daquele que com emoção
Percebe em vez de enxergar.
Em tudo há beleza e magia,
Até nas coisas que não vemos
Como os sons da sinfonia
Que se transformam em poesia
Passando a ser sons que lemos.
O ar que acaricia como brisa,
O ar que eleva ao céu os balões,
O ar que sobre o mar desliza,
O ar que como furacão aterroriza,
O ar que com vida enche os pulmões.
Tudo quando profundamente analisado
Se transforma em inspiração
E o poeta ao se permitir ser tocado
Pela essência daquilo que é observado
Passa a ter o Universo em suas mãos.
EDUARDO DE PAULA BARRETO