A MÃO DIVINA

  

Além de tudo que imagino,

Distante de minha tola ambição,

Mais alto do que as torres onde se penduram os sinos,

Mais brilhante do que a luz que ofusca a visão.

 

Do outro lado do infinito

Onde está a fonte que colore o firmamento

Surge dentre todos o poder mais bonito,

Transformação daquilo que é apenas pensamento.

 

Não há mistérios, tampouco segredos,

São mãos que manipulam a matéria,

Dispõem o solo desenhando seu relevo,

Mas não incluem em Sua obra a miséria.

 

O Ser Supremo exerce o santo poder de criar

A cada dia renovando a esperança

E nós com ignorância nos recusamos a enxergar

A mão Divina no brilho do Sol e no olhar de uma criança.

 

Eduardo de Paula Barreto