MÃO

 

A mão que sustenta a cabeça

E espalha as lágrimas pelo rosto

É a mesma que impede que aconteça

De o irmão morrer de desgosto.

 

É a mão que afaga os cabelos

E que o faz levantar

E que pega o seu rosto para espremê-lo

Enquanto não pára de lhe beijar.

 

É a mesma mão que o abana

Para aliviar o calor que não cede

Nos momentos em que cai na cama

Queimando de tanta febre.

 

  Assim a vida torna-se plena

Com luz que brilha com intensidade

Toda vez que a mão que acena

É a mão da verdadeira amizade.

 

Eduardo de Paula Barreto