MANJARES
 
A minha religião em essência
É a minha consciência
E os meus princípios pessoais
Não é fruto de alheias crenças
Nem se baseia em experiências
Ditas sobrenaturais.
 
 Ela surge como consequência
Do exercício da paciência
E da reflexão feita com liberdade
Afastando as tolas influências
Que a sociedade com persistência
Tenta impor como verdades.
 
Prefiro o risco de ser picado
Buscando no meio do mato
Por mel de ferozes abelhas
Do que comer manjares
Oferecidos nos altares
Por quem me tem como ovelha.
 
Eduardo de Paula Barreto

23/11/2011