MANIPULADOR DE EMOÇÕES

 

 Caneta deslizando sobre o papel,

Tentativa de controlar a memória,

Juiz, vítima, jurado e réu

Reunidos num só personagem da história.

 

Agora com o cetro nas mãos

O poeta vai da desgraça ao apogeu,

Cria a quinta estação,

Ora é diabo, ora é Deus.

 

É asa para cavalo alado,

É ombro de verdadeiro amigo,

É sapo que vira príncipe encantado,

É flecha de romântico cupido.

 

Invade o coração de quem lê,

Faz sorrir, chorar, ter ilusões,

Assim o poeta se permite ser

Um cruel manipulador de emoções.

 

Eduardo de Paula Barreto