MAL-ESTAR

 

Cada vez que respiro

Você invade o meu corpo

E em meio a um suspiro

Perco o controle e giro,

Você me faz ficar tonto.

 

E caído provoco tensão,

Todos pensam que desmaiei de fraqueza,

Mas é a sua presença em meu coração

E a ausência de sua pele em minhas mãos

Que me fazem sucumbir à tristeza.

 

E quando recobro a consciência

Me arrependo de ter acordado,

Desmaiado sentia a sua presença,

Mas acordado vivo a triste experiência

De não tê-la aqui do meu lado.

 

De mal-estar em mal-estar

Vou despertando a caridade

Daquelas pessoas que ao me verem tombar

Não relutam em me levantar

E desmaiando vou matando a saudade.

 

Eduardo de Paula Barreto