MADRUGADA
Foi deitar-se ainda cedo
Depois de um dia enfadonho,
Fechou os olhos com medo
De que o dia o acompanhasse em seus sonhos.
Foi tão breve o esperado sono,
Horas transformaram-se em segundos.
De manhã sentiu o peso do abandono
Ao ver que não tinha acabado o mundo.
Passou o dia esperando a madrugada,
Disfarçando a sua aflição.
A luz do Sol o punia como chibatadas,
Açoites produzidos pela impiedosa depressão.