LOUCOS E SÃOS 
 
Os sãos se julgam loucos
Os loucos se julgam normais
Basta parar para pensar um pouco
E para fugir do desconforto
O homem cria mundos artificiais.
 
No seu mundo o louco é são
Pois lá todos pensam igualmente
Não se utiliza choque nem injeção
Para tirá-lo da outra dimensão
Ou amortecer a sua mente.
 
O louco faz ousados planos
Incompreensíveis metas
Como, abraçar um marciano
Voar num pedaço de pano
Ou ser salvador do planeta.
 
São loucos se forem mendigos
Vivendo no meio das ruas
Mas excêntricos se forem ricos
Eu como poeta fico fora disso
Escondido nas crateras da Lua.
 
Eduardo de Paula Barreto
24/06/08