LONGO CAMINHO
Tantas vezes andei sozinho
Perdido em minhas lembranças,
Tão tristes andanças,
Tão longo caminho.
Com a mão sedenta por outra
Oriunda de outro corpo,
Tal qual barco ansiando o porto
Ou ave presa querendo ser solta.
Sempre olhando à frente
Acreditando encontrar
Lá em algum lugar
Você, inteira, presente.
Tantas vezes me desiludi
Ao chegar no fim da estrada
Não vendo ninguém nem nada,
Nova chegada e um novo partir.
Eduardo de Paula Barreto