LINHAS DAS MÃOS
Quem pede à cigana
Que leia a mão se engana
Ao pensar que há algo secreto
Tente você mesmo se conhecer
Pois aquele que não sabe ler
É um incontestável analfabeto.
Ler o nosso impreciso futuro
É como tentar ver no escuro
Palavras escritas com giz
E na ânsia por achar alguma coisa
Esfregamos nossas mãos na lousa
E apagamos o que ela nos diz.
O futuro não é um livro pronto
O criamos ponto a ponto
E o final dele é um algoz
Pois escrevemos todos os capítulos
Mas o texto contido no epílogo
Outra pessoa escreverá por nós.
Eduardo
de Paula Barreto
12/10/2010