LINHA DA VIDA
Na palma da minha mão
Há uma estrada erguida
Nela caminho sem direção
Sem terra nem asfalto, estrada da vida.
Os olhos da vidente
Que vêem tal caminho
Afirmam veementemente:
— Tu não caminhas sozinho.
Mas quem caminhará comigo
Se estou tão só?
Sempre me sinto perdido
Não vejo ninguém ao meu redor.
A vidente me diz levada pela intuição:
— Em tua mão há também um muro
O qual limita a tua visão
Este é o véu do futuro.
— O que está escrito em tua palma
Em um traço longo e fino
Não pode ser visto por humana alma
Pois tu escreves o teu destino.
— A figura que segue ao teu lado
Velando pelos caminhos teus
É Alguém que te tem por filho amado
E é quem tu chamas de Deus.
Eduardo de Paula Barreto