LETRAS CONFUSAS

  

Deixe-me falar-lhe agora

O que está preso em minha garganta

Prometo fazê-lo sem demora

Como numa prece são palavras santas.

 

As cores do arco-íris

E o brilho dos astros

São reflexos da sua íris

E dos seus úmidos lábios.

 

  As rosas loucas de ciúme

Imploram à natureza

Que as permita ter o seu perfume

E uma parte da sua beleza.

 

  O lindo canto das aves

Que como melodia penetra em nós

É na verdade eco suave

Que surge de sua cativante voz.

 

  As letras que sem você

Ficam totalmente confusas

Se transformam em poesia quando a podem ter

Como a mais inspiradora das musas.

 

Eduardo de Paula Barreto