LAVOURA IMAGINÁRIA

 

Se versos componho

É para tornar realidade

O meu mundo de sonhos

E assim ver risonhos

Rostos cheios de felicidade.

 

Tal felicidade é resultado

Da profunda reflexão

Do ignorante ou do letrado

Que se permite ser levado

Pelo fascínio da imaginação.

 

Indo além das fronteiras

Da visão do corpo mortal

Ele abre as porteiras

E conquista a lavoura inteira

Onde planta o seu ideal.

 

Talvez o leitor solitário

Ao voltar da sua expedição

Ao Universo imaginário

Traga os grãos necessários

Para semear grande plantação.

 

EDUARDO DE PAULA BARRETO