LÁGRIMAS PRATEADAS
Escrevi na areia com meu dedo
Este pequenino verso:
'Sol não vá ainda é cedo
Da escuridão tenho medo
Fique mais é o que lhe peço'.
O Sol compadecido
Se esforçou para me atender
E o dia ficou comprido
Mas de repente ouvi gemidos
Alguém chorava de tanto sofrer.
Caiam lágrimas prateadas
Numa quantidade sem fim
Quando me senti alma abandonada
Pela luz do sol que se distanciava
Vi que a Lua chorava de saudade de mim.
Eduardo de Paula Barreto
23/08/2008