JUSTIÇA DO UNIVERSO

 

 

Após a tempestade

Se manifesta a justiça Eterna

Surge o Sol com sua grandiosidade

Dizendo: – Permitam-me secar a terra.

 

Após o intenso sofrimento

No qual prevaleceu a dor

Surgem delicados ventos

Dizendo: – Posso envolver-te como cobertor?

 

Após a perda da esperança

Quando tudo parece acabado

Surge então uma criança

Dizendo: – Seu olhinho tá molhado?

 

Após muitos anos de jornada

Quando parece que o mundo vai acabar

Surge uma voz doce, delicada

Dizendo: – Vem, há muito quero te abraçar.

 

Eduardo de Paula Barreto