JULGAMENTO

 

Num momento de intima reflexão

Quando o mundo pára

Surge no peito uma aceleração

E o coração dispara.

 

Então o homem se coloca no banco dos réus

E começa a se interrogar

Pergunta se acha que deve ser enviado ao céu

Ou se no inferno deve queimar.

 

Analisa tudo o que viveu

Faz um retrospecto de sua existência

Depois agindo como se fosse Deus

Decide qual será a sua recompensa.

 

Se um dia formos como réus julgados

Conheceremos a dor ou seremos eternamente felizes

Não importa qual venha a ser o resultado

Creio que seremos os nossos próprios juízes.

 

Eduardo de Paula Barreto