IRACEMA

 

Minha doce Iracema

Que com invisíveis algemas

Prendeu-me no tronco do seu coração.

Ofereço-lhe esta pequena

Homenagem em forma de poema

Em agradecimento pela escravidão.

 

Minha doce menina

Que me encanta e fascina,

Que sabe me comover,

Que se reflete em minha retina

Com um brilho que me ilumina

E embeleza o meu viver.

 

Minha doce garota

Que quando beija minha boca

Me faz morrer de paixão,

Que grita até ficar rouca,

Que arranca todas as suas roupas

E se cobre com as minhas mãos.

 

Minha doce senhora

Prometa que jamais irá embora

Me condenando à solidão

E assim este poeta que a adora

Escreverá versos de amor a cada hora

Por tê-la como divina inspiração.

 

Eduardo de Paula Barreto