INSENSIBILIDADE.

  

   Incompreensível, porém fácil de se testemunhar,

   Nítida demonstração do quão distantes estamos.

   Servimo-nos de nossas mãos para destruir em vez de edificar,

   Erguemos muros quando é de pontes que precisamos.

   Não é possível visualizar a grandeza de um espírito,

   São as atitudes que demonstram o nosso grau de evolução.

   Imaginamos, às vezes, que se tornarmos um coração mais aflito,

   Brindaremos com o cálice transbordando o prazer da opressão.

   Insensíveis seres se alegram em tais circunstâncias,

   Lutando vertem suores que umedecem o chão.

   Irradiam através de seus olhos, ódio e arrogância,

   Dominam, abatem e se alegram com a destruição.

   Assim prosseguimos sem perder a esperança

   De que um dia remaremos todos numa só direção

   Encontrando uma ilha onde prevaleça a tolerância.

 

   Eduardo de Paula Barreto