INGÊNUO
INFANTE
Não
me importo em envelhecer
E
ver rugas cobrirem o meu semblante
Contanto
que eu encontre pureza
Em
minha alma e que ela tenha a leveza
Da
alma de um ingênuo infante.
Cada
dia que passa é um a menos de vida
E
um a mais para se desfrutar
De
cada experiência oferecida
E
assim decaímos na nossa matéria física
Mas
crescemos na alma que se eternizará.
As
rugas devem ser encaradas
Como
marcas de aprendizado
Que
da lousa da vida serão apagadas
Mas
que por nossas mentes serão levadas
Como
diplomas dignamente conquistados.
Tais
diplomas não enfeitarão paredes
E
nem serão ingredientes para a vaidade
Mas
serão como água para quem tem sede
Que
saciará aquele que os obteve
E
também alimentará novas humanidades.
Eduardo
de Paula Barreto
06/12/2009