IMORTALIDADE

 

 

Não é o ar que mantém o homem vivo,

Nem as batidas do seu coração

Também não é seu cérebro o dispositivo

Responsável por sua compreensão.

 

A carne é débil, degenera-se com o tempo,

Tudo o que é material tem valor restrito,

Mas invisível e tão real como é o vento,

É o nosso lado imortal o qual chamamos de espírito.

 

Nosso cérebro mortal é muito limitado,

Registramos muito pouco do que vivemos,

Mas o nosso cérebro espiritual é ampliado

E de tudo o que vivermos nada esqueceremos.

 

Alguns que tiveram a experiência de quase morte

Confessam ter passado por um túnel iluminado.

Tais seres são privilegiados e de muita sorte,

Pois mesmo sendo mortais conheceram o outro lado.

 

Todos reviram suas vidas como num cinema,

Quando todas as lembranças foram exibidas,

Tal experiência lhes valeu muito a pena,

Porque foi do cérebro imortal tais lembranças obtidas.

 

Geralmente choramos ao ver um ente querido partir,

Mas acredito que os que se vão choram muito mais,

Pois continuamos aqui sem saber para onde ir

Enquanto eles se tornaram seres imortais.

 

Eduardo de Paula Barreto