IMORTAIS

 

Somos todos tolos,

Caminhamos de olhos vendados,

Vemos apenas o contorno

E usamos como conforto

A certeza de ser igualmente limitados.

 

Seguimos com a segurança

De saber aonde queremos chegar,

Nos alimentamos de esperança

E quando o destino se alcança

Temos a necessidade de recomeçar.

 

É tolo o homem que se limita

Acreditando que morrerá,

Quando a verdadeira vida

Está nas águas infinitas

Que a morte nos mergulhará.

 

Então nadaremos com liberdade

E em tais águas mergulharemos fundo,

Assim descobriremos que a real felicidade

Ultrapassa os limites da mortalidade

Porque como imortais finalmente entenderemos o mundo.

 

Eduardo de Paula Barreto