ILHA-POESIA

 

A musicalidade das rimas

Salta dando piruetas

Como pequena bailarina

E assim ela anima

As mãos do poeta.

 

O que dá valor à minha poesia

Não é a página que ela enfeita

Mas é a paz que propicia

Quando enche de alegria

O peito de quem dela aproveita.

 

A poesia se torna vento

Que conduz a embarcação

Por águas do descobrimento

De ilhas cujos ornamentos

São frutos da imaginação.

 

Dos frutos desta ilha

Nenhum é proibido

Pois ao conhecer tais maravilhas

A alma do homem brilha

E ele se torna infinito.

 

EDUARDO DE PAULA BARRETO