GUARDIÃO DO SONHO
Quem dera a realidade
Pudesse retratar os meus sonhos,
Eu seria feliz de verdade,
Viveria com a minha cara-metade
E não haveria mais nenhum rosto tristonho.
Me reuniria com os amigos
Para ouvir as suas histórias,
Tais relatos alegrariam os meus ouvidos,
Pois em cada último capítulo
Todos narrariam momentos de glória.
Nos trajetos difíceis
Trabalharíamos em mutirão
E assim retiraríamos a imundície
Que surgisse na superfície
Para facilitar a passagem da multidão.
Teríamos sonhos pessoais e coletivos
E lutaríamos para realizá-los
E se para vê-los ostentando um sorriso,
Mantê-los dormindo fosse preciso,
Eu não permitiria que ninguém viesse acordá-los.
Eduardo de Paula Barreto