GRITE
15/02/2008
As algemas prendem as mãos
E sem as mãos não se faz
nada
Também a mente perde a sua
função
Quando é imposta qualquer
limitação
Na liberdade das palavras.
Para formar opinião
São necessários vários
gritos
Vindos de cada canto e
direção
Para aquele que presta
atenção
Poder formar o seu próprio
arbítrio.
É o arbítrio do cidadão
Que o torna dono da sua
existência
E senhor da sua expressão
Portanto quanto maior for a
sua visão
Melhor será a sua
influência.
Grite, grite por todos os
lugares
Que a sua voz se faça ecoar
Grite nos palanques, palcos
e bares
E até mesmo nos altares
Pois Cristo não se negou a
gritar.
Eduardo
de Paula Barreto