GENEROSO CAPIM
Me afasto das estradas
Dos carros e da civilização
E caminho pelas picadas
Na mata desenhadas
Em busca da solidão.
Me refugio lá na serra
Onde canta o passarinho
Que ao me ver se esmera
Em voar para outras terras
Só para me deixar sozinho.
Cansado então me deito
Sobre o generoso capim
Que me cobre de tal jeito
Criando um esconderijo perfeito
E ninguém repara em mim.
Então medito sobre a vida
E reconheço que sou feliz
Decidido volto à realidade esquecida
Para aproveitar cada chance oferecida
Antes que do capim só me reste a raiz.
Eduardo
de Paula Barreto
17/03/2010