GATO PREGUIÇOSO

 

 

Preguiçosamente deitado na janela

De longe parece um retrato,

Em parte coberto pela cortina amarela,

Desperta numa tarde, o lindo gato.

 

Espreguiça e gostosamente boceja,

Se levanta, eu penso que vai para o solo,

Me engano, ele com lambidas me beija

E se acomoda sem cerimônia em meu colo.

 

Brinca com o botão da minha camisa,

Morde com carinho a minha mão,

Traz imensa alegria à minha vida,

Enche o meu peito de emoção.

 

E quando penso em me levantar

Olho para o gato e me comovo,

Vejo que ele parou de brincar

E que já está dormindo de novo.

 

Eduardo de Paula Barreto