GAIOLA
DE ÁGUIA
A
morte física existe
E
em alívio consiste
Para
aquele que morreu
Pois
seu corpo não pôde comportar
O
espírito que lhe coube abrigar
Porque
tal espírito cresceu.
Somos
como uma águia gigante
Criada
numa gaiola sufocante
Que
limita o seu crescimento
Mas
quando o tempo passa
Se
tornam enormes suas asas
E
elas rompem o aprisionamento.
O
período em que viveu na gaiola
Serviu-lhe
como uma escola
Pois
lhe possibilitou a preparação
Para
que quando estivesse lá fora
Conquistasse
a verdadeira vitória
Por
ter superado tal provação.
Eduardo
de Paula Barreto
06/08/2009