FURACÃO
Chega quebrando os muros
Não se sujeita ao clima,
Não teme o escuro,
É descrita através de rimas.
É lembrada pelo som da canção,
Compara-se à uma invisível corda
Que prende a sua vítima ao colchão
Enquanto dorme e quando acorda.
Muitas vezes torna o homem anoréxico,
O que faz mudar o seu semblante,
Transformando o desejo do sexo
Numa voracidade desidratante.
Faz-lhe sentir-se no olho de um furação,
Impedido de ver o lado de fora,
Assim é a implacável paixão
Que arrebata e depois vai embora.
Eduardo de Paula Barreto