FRIO

 

Retiro os velhos agasalhos,

O inverno me encontra de novo,

Na lavoura secos galhos,

No prato arroz e ovo.

 

O cachorro enrolado num canto,

As aves encorujadas nos ninhos,

Nenhuma viva alma no campo

E eu aqui na choupana sozinho.

 

Café esquentando no fogão,

O Sol em sua empreitada

Tentando afastar a cerração

E sucumbindo à manhã gelada.

 

Abro a janela que range,

Tento me conter, mas falho,

Então a minha testa se franze

E minhas lágrimas se misturam ao orvalho.

 

Eduardo de Paula Barreto