FOTOGRAFIA DO PENSAMENTO
Como a água para o rio,
Como o Sol para a vegetação,
Como os lábios para o assobio,
Como as luvas para as frias mãos.
Eu sem minhas palavras
Sou terra árida onde não há jardins.
Aquela que o agricultor não lavra,
Que só é habitada por cupins.
Então solto minhas rimas ao vento,
Torcendo para que alguém as pegue
Tirando delas algum aproveitamento
E que ao prazer da leitura se entregue.
Vá, voe minha imaginação,
Sua missão é tornar a vida mais bonita.
Trarei comigo sua recordação,
Pois fotografei o pensamento através da escrita.
Eduardo de Paula Barreto