FOLHAS MORTAS
 
Veja as suas próprias fotografias
Que foram tiradas em dias
Do passado que ficou para trás
Repare suas várias figuras
Perceba que aquelas criaturas
Não existem mais.
 
O seu corpo de criança
Com vida em abundância
Que corria sem se cansar
É um corpo inexistente
Só vivo em sua mente
Corpo que ninguém pode tocar.
 
Durante a nossa vida
Habitamos diferentes guaridas
Que morrem a todo momento
E cada amanhecer nos mostra
Que somos plantas mortas
E que também somos rebentos.
 
Eduardo de Paula Barreto
18/01/2012