FILA DA VIDA

 

Talvez seja melhor morrer

Do que ficar e ter que conviver com a dor

O moribundo tenta vencer

Para evitar nos outros o pranto destruidor.

 

A indesejada despedida

Que oferece ao que vai redenção

Ao que mantém a vida

Oferece angústia e escuridão.

 

Enquanto um desvenda os mistérios

Outros permanecem sem entender

Para que servem os cemitérios

E qual é a razão do viver.

 

Que na fila da partida

Eu poça ser o derradeiro

Pois é alma menos sofrida

Aquela que desencarna primeiro.

 

Eduardo de Paula Barreto