FEITOR

 

Súditos de um imperador

Que só quer causar

Súbitos momentos de ardor,

Ardor que agrada ao queimar.

 

Escravos de um senhor

Que só quer chicotear,

Bravo tal qual feitor,

Tortura de prazer imputar.

 

Vítimas de um criminoso pudico

Que sem piedade

Atira flechas como cupido

Produzindo feridas de felicidade.

 

Súditos escravos que como vítimas

Se rendem à dominação,

Múltiplos significados para a vida

Encontram os que ouvem o coração.

 

Eduardo de Paula Barreto