FEIA
Porta entreaberta,
Pequeno facho de luz,
Uma mulher descoberta,
Nudez exposta que se traduz.
Ó meu Deus, não me condenes,
Não peco por opção,
Mas Tu criaste o mais solene
Objeto de contemplação.
Se ela pudesse ser desprezada
Eu estaria digno de Tua ceia,
Seria uma alma purificada,
Ó Deus, por que não a fizeste feia?
Eduardo de Paula Barreto