FEBRE DE FERVER

 

Dos meus braços faço rede,

Das minhas mãos faço abano,

Com os meus lábios te transformo em sorvete

Deixando marcas como lembretes

De que eu sem medida te amo.

 

Dos meus sentimentos faço declarações,

Dos meus sussurros, melodia,

Das tuas expectativas, realizações,

Dos teus segredos, revelações

E das minhas palavras, poesia.  

 

Do teu êxtase faço o meu prazer,

Da tua melancolia, a minha dor,

Da tua sede, a minha vontade de beber

Do teu suor na minha febre de ferver

Para assim me derreter de amor.

 

Eduardo de Paula Barreto