FEBRE
Logo pela manhã
Acordei assustado,
Calor de febre terçã,
Corpo encharcado.
Ao fechar os olhos
Um rosto surgia,
Obra do mundo ilusório,
Flagelo que consumia.
Angústia cortante,
Pura maldade,
Respiração ofegante,
Tortura da saudade.
Amor como uma dádiva
É criador de rostos risonhos,
Mas na sua ausência é lembrança trágica
Mesmo quando somente em meus sonhos.
Eduardo de Paula Barreto