ETERNA VIDA

 

 

Morrendo conhecerei o infinito,

Portas abrir-se-ão,

Mundos novos tão bonitos,

Segredos desvendar-se-ão.

 

Chame-me pessimista,

Talvez um doente mental,

Mas considero-me realista,

Só a morte me tornará imortal.

 

Livrar-me-ei do meu corpo,

Sem limites, serei meu dono,

Enquanto pensarem que estou morto

Estarei revendo os que amo.

 

Chorarão após minha partida

Considerando-me um pobre-coitado,

Eu portanto conhecerei a eterna vida

Enquanto os que ficarem permanecerão aprisionados.

 

Eduardo de Paula Barreto